Por Que Voltei a Programar Depois de 9 Anos Como Partner
Depois de anos como fundador e Partner na McKinsey, voltei a programar e descobri por que líderes da próxima década precisam ser estrategistas e builders.

Voltei a programar.
E descobri o superpoder dos líderes que vão vencer a próxima década.
Depois de 16 anos fundando startups e 9 anos como Partner na McKinsey liderando tecnologia na América Latina, aprendi que existe um abismo entre quem fala de tecnologia e quem constrói.
Nos últimos meses, redescobri o prazer de criar. Não por necessidade, mas porque líderes que não entendem o craft técnico estão construindo estratégia no vácuo.
Hoje, meu “hobby” é orquestrar agentes de IA (Claude, Cursor, Codex) para construir soluções reais. Nas madrugadas, debugo integrações, refino specs e repenso arquitetura.
Isso mudou minha forma de liderar.
Por que isso importa agora
Num mundo em que IA gera código, o diferencial não é mais programar mais rápido.
O diferencial é pensar sistemas complexos antes de construir.
Uma spec bem estruturada pode valer mais que mil linhas de código. Ela antecipa falhas, alinha C-level e engenharia e transforma copilotos em multiplicadores reais de produtividade.

O que mudou na minha liderança
Voltar para o hands-on me aproximou do meu time e até do meu filho.
Eles trazem papers, ferramentas e tendências. Eu trago contexto estratégico e disciplina de execução.
Quando você domina os dois lados, vira algo raro:
- Tradutor entre negócio e engenharia
- Mentor da próxima geração de líderes técnicos
- Co-criador que vai da estratégia à implementação sem perda no handoff
O aprendizado brutal
A nova geração de líderes não pode escolher entre ser estrategista ou builder.
Precisa ser os dois.
Isso vale especialmente para quem lidera transformação digital, orquestra deal teams em private equity ou está construindo o próximo unicórnio.
Se você lidera tecnologia e ainda trata implementação como “trabalho dos outros”, o gap entre estratégia e realidade só vai aumentar.