QCon AI New York 2025: Execução Além do Hype
Cinco aprendizados práticos sobre risco, arquitetura, engenharia de produto e multiagentes para empresas que querem operar IA em escala real.

Em Nova York, no QCon AI, participei de uma das conferências mais técnicas e profundas sobre IA hoje.
A mensagem mais forte que levei não foi sobre modelos.
Foi sobre execução: ir além do hype e entender como empresas que operam em escala real estão construindo vantagem.
1) IA muda o risco de todo negócio, você use ou não
IA altera a superfície de risco da empresa inteira.
Liderar em IA é, antes de tudo, liderar risco, decisão e governança em um contexto onde o histórico nem sempre se aplica.
2) LinkedIn em escala global: o principal aprendizado foi cultural e arquitetural
- IA como novo modelo de execução de engenharia
- Fluxo claro: Intent -> Plan -> Execute -> Validate -> Output
- Forte ênfase em validação, confiança e qualidade, não só velocidade

3) Meta: transformação progressiva, sem “big bang”
A jornada começou pequena e escalou para centenas de pessoas.
Aprendizados centrais:
- Integração progressiva de ferramentas
- Guardrails claros para código gerado por IA
- Investimento pesado em educação e revisão humana
- IA aumenta produtividade, não substitui julgamento

4) Netflix: fine-tuning tratado como engenharia de produto em produção
- Casos de uso bem delimitados
- Métricas claras de sucesso
- Custo, latência e confiabilidade tratados desde o design

5) Multiagentes, memória e guardrails
Tema transversal do evento: agentes não precisam “mais inteligência”, precisam mais verdade.
- Memória bem definida
- Semântica forte (ontologias e camadas semânticas)
- Testes, validação automática e prática anti “AI slop” como padrão

Também foi excelente trocar com brasileiros do Nubank, Will Bank, Decolar e outros, todos com a mesma leitura: essa transformação é técnica e estratégica ao mesmo tempo.
Para se aprofundar: